O meu primeiro Dia de Ação de Graças

Amanhã é o meu primeiro Dia de Ação de Graças. Por não ser uma data celebrada com grande entusiasmo em Portugal, nunca lhe tinha atribuído substancial importância. Agora que aqui por casa os últimos dias foram passados a falar deste dia e que já se sente o cheiro dos doces, achei por bem escrever­‐vos sobre este dia de gratidão que está para chegar.

O Thanksgiving Day é o principal feriado dos Estados Unidos da América e é também celebrado no país que fica a Norte, o Canadá. É, no geral, um dia de gratidão pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano.
Este feriado surgiu na Nova Inglaterra, em 1621. Após péssimas colheitas e um Inverno rigoroso, os colonos tiveram uma boa colheita de milho no Verão. Por ordem do governador, e em homenagem ao sucesso desta colheita em relação a anos anteriores, foi marcada uma grande festa para o início do Outono. Atualmente, o dia continua a ser conduzido em torno da comida, com grande ênfase para o peru que “marca presença” nas mesas de cerca de 90% de famílias americanas.

Quando perguntei a uma criança de cinco anos que significado tinha este dia para ela, ela respondeu que “gostava muito do Thanksgiving porque podia dar Graças pela boa família e bons amigos que tem”. Eu, com mais 20 anos do que ela, dou Graças exatamente pela mesma coisa.
Dou Graças por ter os melhores pais, as melhores irmãs e por ter o melhor afilhado. Dou Graças por, apesar de estar tão longe, conseguir senti­‐los (e ao amor deles) aqui tão perto, todos os dias.

Tenho que dar Graças por todos os amigos que fiz ao longo dos anos. Sei que tenho amigos para a vida e isso dá‐me a segurança de que eu preciso para ir seguindo em frente.
Olhando para trás, constato que sempre tive muita sorte. Até costumo dizer, com muita sinceridade, que sou uma sortuda. Trabalho sempre para algum objetivo e para conquistar alguma coisa. Mas o que eu classifico como picos de felicidade, aquilo que de melhor aconteceu na minha vida, veio por acaso e sem eu ter feito alguma coisa em especial para que assim fosse. Eu não pedi para ter a família incansável que tenho. Não pedi por amigos que me são o porto seguro. Eu não pedi sequer para estar aqui! Por isso, sim. Eu tenho muito ao que dar Graças. Sem querer cair na banalidade das palavras que geralmente estão associadas a este assunto, eu sou realmente uma afortunada pois sei o quão boas e essenciais são as pessoas que fazem parte da minha vida. E eu quero, faço questão, que permaneçam para sempre. Hoje, este texto é para vocês, pessoas que amo. Não são precisas identificações, vocês sabem bem quem são.

Saber que, independentemente das minhas escolhas, eu nunca vou estar sozinha, alenta­‐me o coração. E eu tenho que dar Graças por isso.

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